quinta-feira, 26 de abril de 2012

Onde começa e onde termina o direito de ser você?

Essa é uma pergunta que eu tenho me feito pelo menos duas vezes por dia. Acredito que, mais do que em qualquer profissão, a partir do momento que você decide ser jornalista essa questão se torna recorrente. Nós jornalistas somos formadores de opinião e por isso, estamos constantemente policiando opiniões e posturas perante as mais variadas questões. Mas fazer isso 24 horas por dia, é mesmo necessário?

Me questiono isso porque acho muito complicado “não poder” falar ou fazer determinadas coisas porque estão me olhando e me avaliando a todo momento. Tudo bem, concordo que alguns posicionamentos podem ser exagerados, mas qualquer atitude ser julgada, me incomoda.

Você não deve falar do seu time”, “você não deve publicar fotos suas em baladas”, “você não deve expor seus sentimentos dessa forma”..

Nossa postura profissional passa a ser questionada por conta de atitudes da nossa vida pessoal. Mas até que ponto elas se influenciam mesmo?! Não é porque nós vamos a festas, passamos da conta as vezes, falamos demais de assuntos do coração, ou torcemos por um clube, que seremos maus jornalistas.

Eu sei que o mercado cobra, que a vida cobra, mas todo mundo tem direito a um momento de ser você, sem se preocupar com o que vão pensar sobre isso.
É como diz Wagner Moura,Fazer algo de útil com essa vida efêmera, sem nunca abrir mão do bom humor”.


;) 

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